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25 de ago. de 2010

Fórum de Assessores das PJ's de Santa Catarina

Nos dias 21 e 22 de agosto aconteceu o 5º Fórum de Assessores das PJ’s de Santa Catarina, e a Diocese de Rio do Sul acolheu os participantes no Santuário Nossa Senhora da Salete. Lugar de intensa beleza e paz, totalmente propício às reflexões e a espiritualidade profética, autentica e corajosa em que fomos instigados.

A vivência da espiritualidade perpassa todas as atividades e ações da vida, e é a grande motivadora do existir pessoal.

Assim, motivados por essa força que emana de Deus na vida da juventude, fomos convidados para conectarmos a cada dia ação e oração.

A Espiritualidade Conectada faz uma síntese de contemplação e compromisso. “Eu contemplo a realidade de Deus e a partir daí eu assumo um compromisso, em Deus em primeiro lugar e depois com a mudança da realidade. Não simplesmente porque a realidade tem que ser mudada, mas porque existe outra maneira de ver e de agir”

São Bernardo disse certa vez: “Quem um dia conheceu o Reino e se encantou por ele, perdeu o direito de viver sossegado”.
E é assim que nos sentimos... inquietos e em busca desse algo maior. A espiritualidade é o nosso combustível.

A assessoria foi de Renato Munhoz, teólogo e especialista em Juventude pela CAJU – GO, que transformou o Santuário em um espaço formativo, vivencial e de reflexão.

Tod@s, com certeza, voltaram para suas casas fortalecid@s e com a fé renovada.

“Podemos ser minoria, mas minoria qualificada e que incomoda”
Renato Munhoz




Joseanair Hermes
CDPJ

8 de jul. de 2010

MCCE lança amanhã (07) campanha sobre corrupção eleitoral e saúde


O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) lançou no ultimo dia 7 a cartilha “Voto não tem preço. Saúde é seu direito!”, tema da nova campanha da rede, que pretende esclarecer aos eleitores sobre serviços de saúde garantidos por lei e que não podem ser trocados por voto. O lançamento será às 9h na Plenária do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

O objetivo da cartilha, que teve apoio do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) e será distribuída nos 300 comitês do MCCE no país, é envolver a sociedade em ações de combate à corrupção eleitoral na saúde, no que diz respeito à troca de votos por bens e serviços da saúde, principalmente durante o período eleitoral. Esta é a primeira campanha da rede após a sanção da lei da Ficha Limpa, no dia 04 de junho deste ano.

Para o MCCE, é mais uma ação que pretende alterar o modo de se fazer política no país. “Tanto na Ficha Limpa quanto nesta nova campanha, temos os eleitores, informados e atentos, como protagonistas do processo eleitoral”, define a diretora executiva do MCCE, Jovita  José Rosa. Além dela, participarão do evento, o diretor executivo e membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, Carlos Alves Moura, e a representante do Sindicato dos Servidores do Legislativo e do TCU (Sindilegis), Lucieni Pereira.

A cartilha pode ser encontrada por completo AQUI.

1 de jul. de 2010

Novo subsídio: "Papo aberto sobre violência e juventude"

Subsídio preparado pela Casa da Juventude do Paraná e Comissão Juventude da Arquidiocese de Curitiba traz reflexões, textos e roteiros de encontros para grupos de jovens. O material foi desenvolvido tendo em vista a grande diversidade de movimentos, pastorais, e organismos que compõe o Setor Juventude nas dioceses.





A diversidade é uma riqueza, mas também torna difícil a elaboração de subsídios que possam ser utilizados por todos. Os autores Pe. Alexander Cordeiro, Antônio Frutuoso e Rafael Estefano Busato foram ajudados por jovens de diversas expressões da juventude católica. Muitas sugestões puderam realmente ser colocadas em prática.
O primeiro volume traz propostas de encontros para grupos de jovens. São seis capítulos com temas diversos sobre o grave problema da violência e o assassinato de jovens, correspondendo a um tema específico, que podem ser vivenciados pelos jovens de diversas formas.
O segundo volume traz alguns textos para aprofundamento e reflexão sobre as mesmas temáticas. A conceituação, questões conjunturais e estruturais sobre juventude e violência, além dos índices de homicídios de adolescentes; também o papel da Igreja perante a problemática e pistas de que ações podem ser desenvolvidas no grupo de jovens para o combate à criminalidade e à violência.

Serviço
Para adquirir o material, entrar em contato com:
Comissão Juventude – Arquidiocese de Curitiba/PR
Av. Jaime Reis, 369, CEP 87510-010 – Curitiba – PR
E-mail: editora@arquidiocesedecuritiba.org.br 
Telefone: 41 2105-6300

25 de jun. de 2010

MANUAL - CONSELHOS DE JUVENTUDE

Após alguns meses o CONJUVE lança o manual para auxiliar na construção de conselhos de juventude. 
A publicação é protagonizada pela Comissão de Articulação e Diálogo com a Sociedade da qual Hildete nossa secretária Nacional fez parte na gestão passado e nosso atual representante no CONJUVE - Edney - está fazendo parte. 
Este Manual faz uma linha histórica desde 2003 da Pauta Juventude dentro da Política Brasileira.

Clique AQUI para ler/baixar.


Atenciosamente,
JoseANAIR Hermes

POLÍTICAS PÚBLICAS DA JUVENTUDE

Gostaria de compartilhar a publicação de Políticas Públicas de Juventude, elaborada pela Universidade da Juventude com o apoio da Fundação João Mangabeira, como um insumo interessante para a elaboração do Pacto pela Juventude.


Atenciosamente,
JoseANAIR Hermes

19 de jun. de 2010

Livro: Conclusões - II Congresso Latino Americano de Jovens

Refletem os sonhos e as inquietudes, as esperanças e as buscas de vários milhões de jovens representados, no Congresso, por mais de 800 delegados e convidados, provindos de 21 países da América Latina, dos Estados Unidos, Portugal, Espanha, Itália e do Vaticano, bem como dos Institutos de Pastoral da Juventude e Movimentos Apostólicos.

Clique AQUI para baixar o livro.
...

Visite o site do III Congresso Latino Americano de Jovens, que será de 05 a 12 de Setembro de 2010 em Caracas - Venezuela. 

Fonte: CCJ

O Caminho Se Faz - História da Pastoral da Juventude do Brasil


"Recordar é deixar passar pelo coração; é memória como caminho e resistência. A história da Igreja Jovem; das Pastorais da Juventude no Brasil nos enche o coração e alimenta de sonhos pelos caminhos percorridos. A fidelidade a Jesus e a missão de evangelizar a juventude neste país é contada pelo Pe. Hilário Dick nesta publicação. Conhecer este caminho que agora está disponível virtualmente é um meio de integrar-se nesta história. O Caminho se faz."
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Carmem Lucia Teixeira
Coordenadora Geral da Casa da Juventude Pe. Burnier




3 de jun. de 2010

Curso de Assessores - Material trabalhado

No curso para Assessores e Militantes da PJ que ocorreu nos dias 22 e 23 de maio, foram trabalhados alguns textos que disponibilizamos agora para que todos possam ter acesso e até trabalhar em seu grupo.
O material pode ser visualizado online ou baixado em seu computador. São eles:

O grupo, A Semente e o Semeador

Vale também a leitura do blog do assessor Renato Munhoz - Transcendentalize
Ah, acompanhem também a PJ Rio do Sul do Twitter!! www.twitter.com/pjriodosul

Assessoria de Comunicação - PJ Rio do Sul

28 de mai. de 2010

II Assembléia Popular Nacional

Organizações sociais e pastorais discutem rumos do país na II Assembléia Popular Nacional.

Apontar os possíveis caminhos para um Brasil justo e que esteja a serviço do bem comum da população; resgatar o tema da esperança para o debate das lutas do povo e promover a articulação das organizações populares do país diante da atual conjuntura política são os principais objetivos da II Assembléia Popular Nacional.
O encontro acontecerá durante os dias 25 a 28 de maio, reunindo cerca de 600 militantes ligados aos movimentos e pastorais sociais, entidades e organizações populares de todo o país no CTE/CNTI, em Luziânia (GO).  
A II Assembléia Popular Nacional vem de um processo amplo de articulação e organização de várias campanhas, redes e movimentos sociais no Brasil. Desde 2005, quando ocorreu a I Assembléia Nacional, estados e municípios debatem a construção “do Brasil que queremos”.
Mobilizações nacionais como a Campanha contra a ALCA, a Campanha pela Reestatização da Vale, as Semanas Sociais Brasileiras e a Campanha Contra os Altos Preços da Energia Elétrica foram assumidas pela Assembléia Popular (AP) como um instrumento de intenso debate com a sociedade e revelaram a grande necessidade de organização popular.
Segundo Luiz Bassegio, da coordenação nacional da AP, além de refletir sobre o Brasil que as organizações querem construir, este é um momento de fortalecer o poder popular e de preparar as lutas do próximo período. “Nos últimos anos, os estados se envolveram com a realização de atividades concretas, elaboração e estudo do instrumento de preparação para a II AP. De agora em diante, o nosso desafio é ampliar as articulações com setores do campo e da cidade. É urgente que cada vez mais os trabalhadores e trabalhadoras estejam envolvidos em lutas políticas, através dos debates, mobilizações e participação efetiva”, afirmou.

...
 
II Assembléia Popular Nacional

Na próxima semana, os representantes estaduais que participarão do evento discutirão diferentes temas que envolvem a revisão do documento “O Brasil que queremos. Assembléia Popular, mutirão por um novo Brasil”.
As organizações populares debaterão sobre os direitos ambientais, civis, políticos, sociais, econômicos e culturais. Cada um desses eixos abordará a realidade da organização, formação e luta dos setores populares, assim como apontará para a concretização destas frentes nas comunidades camponesas e urbanas no próximo período.
Entre as organizações que integram a Assembléia Popular estão as Pastorais Sociais da CNBB, Cáritas Brasileira, Grito dos Excluídos, Movimento Sem Terra, Consulta Popular, Marcha Mundial das Mulheres, Via Campesina, Uneafro, Movimento dos Atingidos por Barragens e Jubileu Sul.

Mais informações em: www.assembleiapopular.org

7 de mai. de 2010

CRACK, NEM PENSAR!

Bela Campanha do Grupo RBS, que merece todo o apoio. Saiba mais clicando na imagem, ou AQUI.

30 de abr. de 2010

Pastoral da Ecologia conscientiza sobre importância da preservação ambiental

Tatiana Félix *
Adital -

"A ecologia na Igreja surge através dos pobres". É com esta afirmação que o coordenador - e um dos criadores - da Pastoral da Ecologia, Irmão Antônio Cechin, costuma se referir ao trabalho de criação da entidade em 2001, no Rio Grande do Sul. "Nós começamos a Pastoral a partir do trabalho dos catadores de resíduos sólidos", informou.

Segundo ele, os catadores começaram a trabalhar na seleção de materiais recicláveis, por volta da década de 80. Desde então, disse, "o pessoal começou a dar valor e visibilidade ao lixo. O catador passou a definir os detritos como matéria prima acumulada e não como lixo".

Inspirados na vida do profeta Jonas (do antigo testamento bíblico), irmão Antônio explicou que os catadores, que estão na camada mais pobre e excluída da sociedade, realizam seu trabalho como uma denúncia ao grande acúmulo de lixo produzido pela sociedade, que gera a poluição ambiental.

De acordo com irmão Antônio, existem cerca de 100 galpões de reciclagem em todo o estado do Rio Grande do Sul. Para ele, estes locais são o encontro de ‘irmãos’, que ele chama de Comunidades Ecológicas de Base, em apologia às Comunidades Eclesiais de Base, reunião de pessoas das comunidades que estão ligadas à Igreja Católica.

Os resultados da coleta e reciclagem de resíduos podem ser conferidos através dos benefícios ao meio ambiente. Uma tonelada de papel ou papelão devolvida à indústria, por exemplo, evita que 25 árvores adultas sejam derrubadas para produzir papel, explicou Antônio. Da mesma forma, uma tonelada de latinhas de alumínio preserva cerca de 12 toneladas de minério de bauxita na natureza.

Além do apoio ao trabalho desenvolvido por catadores e catadoras, a Pastoral realiza também a Romaria das Águas, sempre na data de 12 de outubro. Nesta ocasião é feita uma coleta da água nas nascentes dos rios, pela população ribeirinha de nove sub-bacias do estado, conforme relatou o coordenador da Pastoral.

Então, essa mesma população é convidada para levar a água pura da nascente até a capital do estado, Porto Alegre, para que todos juntos derramem a água límpida nas águas poluídas do rio Guaíba. "É uma denúncia que fazemos sobre a poluição que a população causa às águas dos rios", ressaltou. "Lutamos pela despoluição", completou.

Outras iniciativas que visam concientizar a população e, principalmente, preservar o meio ambiente, são incentivadas pela Pastoral da Ecologia. Segundo irmão Antônio, a entidade estimula a coleta de óleo e azeite queimado para a produção de sabão. "Um litro de óleo ou azeite corrompe um milhão de litros de água", esclareceu.

Por fim, Irmão Antônio faz um apelo "para que todos os brasileiros que olhem com o máximo de carinho para esses pobres, os últimos da camada da população, que são os catadores, porque, assim como disse o ex-ministro do Meio Ambiente, José Lutzemberger: um só papeleiro, um só catador, faz mais pelo Brasil do que o próprio ministro do Meio Ambiente".

* Jornalista da Adital

Conheça a Pastoral da Ecologia através do endereço: www.pastoraldaecologia.blogspot.com/.



PORQUE SOMOS CONTRA O TOQUE DE “ACOLHER”?

1 – Porque fere o direito de ir e vir das crianças e adolescentes, é INCONSTITUCIONAL

Conforme parecer do CONANDA (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), a limitação de horários ao trânsito de crianças e adolescentes pela cidade fere o art. 5º, inciso XV da Constituição Federal e art. 16º, inciso I do Estatuto da Criança e dos Adolescentes (direito de ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários). O Toque de “Acolher” impede que meninos e meninas estejam nos espaços públicos destinados à convivência e livre circulação criando limites às liberdades desses adolescentes com base numa presunção de que a simples permanência na rua fora de determinado horário supõe uma justificativa a limitação da liberdade.

2 – Porque não reduz a violência

Apesar do que afirmam os defensores do toque de “acolher” não há qualquer pesquisa que aponte a redução da violência a partir da adoção da medida. As “pesquisas” apontadas dizem respeito aos registros policiais que não podem ser indicados como índices de aumento ou redução da violência juvenil. A aparente redução da violência é apenas a redução do número de registros policiais, inclusive porque com o projeto o registro passa a ser administrativo no âmbito do Conselho Tutelar não havendo, portanto, nenhum estudo consistente que sustente a fala dos que dizem que o toque de “acolher” reduz a violência.

3 – Porque resulta em criminalização de meninas e meninos negros e pobres

O toque de “acolher” resultará em mais violência contra os negros e pobres, vítimas do racismo e da discriminação, que serão potencialmente indicados como perigosos e expostos ao discurso da “situação de risco”, através das lamentáveis políticas de recolhimento que, como ressalta o CONANDA, lembram as tristes carrocinhas de menores.

Por meio do argumento de que estão “protegendo” os adolescentes essa iniciativa busca, na verdade, completar o vício escravista de setores da sociedade brasileira que apenas apreenderá meninas e meninos pretos e pobres expondo-os através dessas medidas a um perverso ciclo de violações que terá como grande propósito estigmatizá-lo como criminosos.

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"Toque de Acolher" - Diga Não!

Esse projeto pode ser implantado em todo o país, vamos dizer NÃO!!!!!!!!

Queridos/as,
Não é novidade para nós a carnificina e o caráter autoritário desse Estado dito democrático e de direito. São recorrentes as notícias de mortes, execuções sumárias, agressões, violações aos direitos promovidas pelos agentes estatais da, e em nome da, “segurança”. Ao mesmo tempo, assistimos a edição de leis e propostas de lei que além de não incidir sobre os problemas concretos das pessoas e as causas desses problemas, objetivam tão somente atingir seus efeitos e fortalecer esse Estado autoritário e, portanto, a matança e a criminalização, especialmente de jovens negros e de periferia.
Diante de nós mais uma ofensiva clara nesse sentido, com um projeto de lei que impõe restrições a livre circulação de crianças e adolescentes em determinados horários, com a possibilidade de intervenção policial para cumprimento da medida. Além de absurdo é flagrantemente inconstitucional.
Não nos silenciemos diante de mais uma tentativa de criminalizar a juventude negra e pobre! Precisamos garantir que esse projeto não seja aprovado sem um debate sério e amplo com toda a sociedade para construímos de fato uma política de segurança pública e não o massacre de crianças e jovens! Precisamos todos/as contribuir e participar desse debate!
Junte-se a nós nessa luta! Segue abaixo o calendário de mobilização e em anexo o panfleto para adesão de outras pessoas, grupos e entidades que queiram assinar também!

NÃO AO TOQUE DE “ACOLHER”!!! NÃO Á CRIMINALIZAÇÃO DA JUVENTUDE POBRE E NEGRA!

Calendário de Mobilização Contra Toque de "Acolher" em Feira de Santana

28/04 - Reunião de Organização e Articulação
Local: Sindiquimica
Horário: 16:00h
29/04 - Ato Político durante a Sessão Especial na Câmara Municipal
Local: Câmara Municipal
Horário: 19:00h

30/04 - Audiência Pública
Local: Câmara Municipal
Horário: 9:00h

A Luz da Noite

Por que muitos pais ficam com receio de permitir com que seu filho ou filhos freqüentem um grupo de jovens à noite? É mais perigoso não é mesmo? E o que vamos saber o que acontece no grupo que, aliás, os pais serão sempre bem vindos para participarem. Talvez seja mais fácil que meu filho continue na onda da maioria, freqüentando bailes que tem início a meia noite e terminam... Bom, não interessa que horário encerra essas festividades, afinal eles estão se divertindo não é mesmo? E com pessoas que você conhece e confia. Sim, não há o que temer.

Ah! Quem sabe o grupo de jovens irá fazer com que o jovem veja, não apenas no sentido de olhar para as pessoas, mas através delas, aprendendo a ler os sentimentos expressos pelas emoções. “Emoção”, esta palavra expressa o que temos de mais belo, mas também de mais burro, conforme dito por alguns psicólogos. Então é nesse ponto que o ser humano, especificamente os pais de jovens sentem-se igualmente ou ainda mais acanhados de ter um diálogo aberto.

Há algum tempo me contaram uma história interessante que gostaria de compartilhar, pois, desta me saiu uma idéia interessante, que batizo de “A luz da noite”. Então vamos ao fato. Um dia faltou energia num bairro da cidade, no qual morava a família desse meu amigo. Hoje dificilmente temos queda de energia, mas ela acontece quase sempre no horário nobre, que inicia sete da noite, onde geralmente as pessoas circundam os aparelhos de maior uso (como a televisão, computador, rádio etc.).

Imediatamente após a escuridão a família pôs-se a procurar velas para que pudessem iluminar alguns espaços da casa. Feito a iluminação provisória com velas o que aconteceu? O pessoal não podia tomar banho, nem gostaria de se aventurar em água fria. A televisão e suas novelas, o rádio e suas programações também estavam sem função.

Foi então que meu amigo notou que sua família estava reunida em volta da mesa, Eureka! Aleluia! Ele matutou um pouco e concluiu que fazia algum tempo que não sentavam juntos, e mais do que isso, trocavam idéias, riam, coisas que somente a simplicidade pode nos fornecer.

É o que está acontecendo na maioria de nossas famílias, não impondo isto para os denominados países de terceiro mundo, creio que seja uma realidade universal. As amizades entre casais e irmãos estão se tornando cada vez mais raras. Foi a partir desta história que surgiu a idéia de “A luz da noite”.

Precisamos resgatar o diálogo, a conversa em volta da mesa, na sala, ou como antigamente em volta do fogão a lenha, enfim, com a família reunida, conhecendo um pouquinho da vida das pessoas mais importantes de nossa existência, que muitas vezes vamos dar falta desse contato quando o perdemos. A proposta está lançada, agora é só você arregaçar as mangas e... Desligar a energia.

Lucas Martins Gonzaga - Coordenador da Pastoral da Juventude da ParóquiaSanto Antônio de Pádua, de Sombrio - SC

26 de mar. de 2010

Semana da Cidadania 2010

O material da Semana da Cidadania 2010 já está disponível para download. AQUI.
Realizada todos os anos entre 14 e 21 de abril e elaborada pelas Pastorais da Juventude em parceria com a Rede de Centros e Institutos de Juventude, a Semana da Cidadania não é apenas uma “semana” ou um “evento”. Juntamente com Semana do Estudante (agosto) e o Dia Nacional da Juventude (outubro) ela compõe as “Atividades Permanentes” das Pastorais da Juventude do Brasil. O objetivo é fazer com que a juventude reflita em grupo algumas questões do seu cotidiano e se organize em torno do projeto de mundo que desejamos, fazendo coisas concretas, em comunhão com as Igrejas e com as organizações que partilham do mesmo sonho.

Em 2010, a Semana da Cidadania, com o tema “Trabalho para a vida, não para a morte” e o lema “Juventude, suando e sonhando, em marcha contra a violência”, em sintonia com a Campanha da Fraternidade e com a Campanha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens, quer falar dos sentidos do trabalho para a vida da juventude e refletir sobre o trabalho como uma oportunidade de geração não só de renda, mas de vida plena. A dignidade humana também se realiza através do trabalho, do encontro com pessoas diferentes, do aprendizado e do crescimento coletivo, dos sonhos e da organização das lutas em favor da vida. O trabalho não é apenas suor. É também sonho. Em meio ao suor e a dor do peso do trabalho, está também a oportunidade de sonhar, de transformar as relações, de ser mais humano e mais feliz.
A versão digital já está disponível na página da CNBB e das Pastorais da Juventude do Brasil. Já a versão impressa, poderá ser solicitada pelos regionais e dioceses através do email juventude2@cnbb.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

19 de mar. de 2010

Seminário Estadual da Campanha contra a Violência e o Extermínio de jovens

Entre os dias 13 e 14 de março de 2010, cerca de 50 jovens das 10 dioceses de Santa Catarina participaram do Seminário Estadual da Campanha contra a Violência e o Extermínio de jovens, promovido pelas Pastorais da Juventude de Santa Catarina, com a participação do Projeto Aroeira - Procurando Caminho e apoio do Centro Cultural Escrava Anastácia e do Centro Social Marista Mont Serrat.

Sob a assessoria metodológica de Lourival Rodrigues da Silva, da Casa da Juventude Pe Bournier, de Goiânia, o evento aconteceu na comunidade de Mont Serrat, na periferia de Florianópolis. Isso possibilitou aos participantes mergulhar na realidade empobrecida da comunidade.

Este Seminário Estadual se liga à Campanha Nacional contra a Violência e o Extermínio de Jovens, promovida pelas Pastorais da Juventude do Brasil, com o objetivo de lançar o debate na sociedade civil sobre a violência que vem abreviando cada vez mais a vida da juventude.
Durante o Seminário, o tema da violência foi debatido a partir de três eixos principais: violência urbana; violência no campo e violência no trânsito.
A partir da análise estrutural da sociedade, conduzida pelo professor Ivo Theis, foi possível entender a origem da violência como um problema estrutural, fruto de processos históricos, que atualmente atingem a sociedade, principalmente os jovens.
Na tarde de sábado aconteceram “mesas redondas”. A primeira delas – violência urbana – trouxe depoimentos de jovens inseridos em projetos sociais realizados no morro. Estes jovens, em suas partilhas de vida, relataram como as oportunidades que estes projetos lhes concederam mudaram suas realidades, permitindo que saíssem do mundo do crime. Pe Vilson Groh, que acompanha alguns destes projetos em Florianópolis, relatou que o objetivo destas organizações, atuando em rede, é oferecer propostas concretas de vida para os jovens. Lembra que “o tráfico tem uma proposta completa e sedutora. Diante disso, é preciso gerar oportunidades. Uma esperança sem materialidade é uma esperança vazia”.

No segundo momento da tarde o eixo tratado foi a violência no campo, conduzido pelo jovem Luiz Fernando Ribeiro da Luz, do Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA, e a jovem Ana Elsa Munarini, do Movimento das Mulheres Camponesas – MMC. Foi ressaltado, dentre outras formas de violência no campo, a questão dos agrotóxicos. Lembrou-se que o Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo, fazendo, inclusive, muitas vítimas jovens, seja por câncer e como por outras doenças resultantes dessa forma de violência indireta.No terceiro eixo do seminário – violência no trânsito – o professor de Ciências Sociais, ex-diretor do Denatran e ex-presidente do Contran José Roberto de Souza Dias explanou sobre os motivos da violência que vitimiza milhares de jovens no trânsito. “O maior erro de um acidente de trânsito é chamá-lo de ‘acidente’, pois é uma ‘doença social’ que pode ser tratada e encarada”, sugere José Roberto.

O dia de domingo foi o momento de planejar a Campanha no estado, desencadeando ações em âmbito local, diocesano e estadual.

Em âmbito estadual, foram assumidas 4 ações: elaboração de projetos em parceria com outras organizações, realização de uma audiência pública, organização de uma marcha estadual de mobilização e a realização de uma pesquisa sobre a violência nas diversas realidades catarinenses.

Em âmbito diocesano, diversas ações foram pensadas. Com base nisso, cada diocese fará posteriormente seu planejamento, a partir da realidade local.

Para dar suporte para que a Campanha aconteça nas dioceses e no estado, foi constituída uma Equipe Estadual, formada por alguns jovens presentes.

A partir das ações de formação, conscientização e debates nas dioceses, grupos, paróquias e comunidades, esta Campanha quer se juntar às muitas vozes presentes no Brasil, dizendo em todos os cantos de Santa Catarina: “Chega de Violência e Extermínio de Jovens!”.

Veja as fotos do Seminário AQUI

Ouça a notícia veiculada em 87 rádios catarinenses AQUI


Matéria postada originalmente AQUI
Por Rodrigo da Silva
Secretário Regional das PJ's - SC
www.cnbbsul4.org.br/pjs
twitter.com/PJsSC

5 de mar. de 2010

Chega de Violência e Extermínio de Jovens!!

“Os jovens latino-americanos entre 15 e 24 anos são os que mais correm riscos, em todo o mundo, de serem assassinados ”. E o Brasil, atrás de Colômbia e Venezuela, é o 3º país com mais assassinatos de jovens no mundo. Isso se deve a uma taxa de 51,7 homicídios para cada 100 mil jovens. Taxa essa que entre 1994 e 2004 cresceu a um ritmo maior que o número de assassinatos entre a população total.
Outra informação, no relatório da ONU (2006), a esse respeito revela o caráter histórico da perversidade: em cada grupo de dez jovens de 15 a 18 anos, assassinados no Brasil, sete são negros . Paralelo a isso se constata que mais de uma em cada cinco pessoas da população jovem não estuda nem trabalha. A situação é urgente, chegou no limite.
Segundo relatório feito pelo RITLA, morrrem por dia, em média, 54 jovens vítimas de homicídio no Brasil e ainda vale lembrar que um estudo inédito divulgado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos estima que 33.504 adolescentes brasileiros serão assassinados em um período de sete anos, que vai de 2006 a 2013.
O levantamento foi realizado pelo Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância – Unicef - e com o Observatório de Favelas. A estimativa foi feita com base em dados de 2006, considerando-se a hipótese de que as circunstâncias observadas naquele ano sejam mantidas.

O que é a Campanha?
É uma ação articulada de diversas organizações para levar a toda sociedade o debate sobre as diversas formas de violência contra a juventude, especialmente o extermínio de milhares de jovens que está acontecendo no Brasil. Com isso, a Campanha objetiva avançar na conscientização e desencadear ações que possam mudar essa realidade de morte.

Para mais informações acesse: www.juventudeemmarcha.org

30 de jun. de 2009

Semana do Estudante 2009


A Pastoral da Juventude Estudantil (PJE), em comunhão com a Pastoral da Juventude Rural (PJR), a Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP) e a Pastoral da Juventude (PJ), tem a alegria de apresentar mais uma vez, desde 2003, a Semana do/a Estudante, a ser realizada entre os dias 10 a 16 de agosto.

Tema: Juventude e Violência

O tema segue a perspectiva da Campanha da Fraternidade 2009 - “Tema: Fraternidade e Segurança Pública/ Lema: A paz é fruto da justiça (Is 32, 17)” -, bem como se insere no contexto das Atividades Permanentes desse ano, com o desafio de denunciar a violência contra a juventude e anunciar uma alternativa inspirada na Boa Nova trazida ao mundo por Jesus Cristo.

Lema: "Juventude em marcha contra a violência"

Essa alternativa à qual ansiamos passa pela movimentação organizada da juventude, embora não se esgote nela. O protagonismo juvenil é um princípio permanente para nós e hoje, mais do que nunca, precisa ser reforçado como condição indispensável à construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

Eixos: Sede de Justiça, Construção da Paz e Mobilização

Sede de Justiça
Na medida em que nos deparamos com as mais diversas formas de violência ― e não só aquela explorada pela imprensa comercial ― não podemos perder de vista a capacidade de nos indignarmos, a sensibilidade necessária e a conseqüente sede de justiça. Inspirados pelo Evangelho, não conseguimos ficar calados nem parados diante das injustiças: estamos atentos para não sermos cúmplices de todo tipo de violência que afasta as pessoas entre si e portanto as afasta de Deus, bem como encontramos força para lutar contra o projeto de sociedade que gera violência, atingindo principalmente a juventude. Nossa fome por mudanças aumenta e, à luz da Palavra, cremos que podemos ser saciados.

Construção da Paz
A indignação com a situação de violência contra a juventude precisa ser refletida e convertida em intervenção eficaz na realidade em que estamos inseridos. Se nos sensibilizamos porque passamos pela aflição psicológica, física, social, etc. e/ou porque conseguimos sentir em nós a dor do próximo, importa ir além e AGIR.

Mas nada disso faz sentido se acontece apenas no plano individual. No grupo, na comunidade, isto é, na base, podemos viver a fé porque temos fé na vida. Assim, a sede de justiça ganha corpo no esforço pela construção da paz, porque “a paz é fruto da justiça” ― é um processo totalmente alternativo à “paz do cemitério”. Como escreveu Marcelo Yuca, “Paz sem voz/ Não é paz, é medo...”.

Mobilização
O sentido da coletividade na luta por transformação se articula em escalas mais amplas: tendo em vista um Outro Mundo Possível, a juventude não desanima, mantém viva a esperança e se mobiliza! É nesse contexto que se inserem as nossas bandeiras de luta e é nessa perspectiva que, como jovens, chamamos os demais jovens do Brasil inteiro a se colocarem em marcha contra a violência! Juntos/as temos forças para insistir seguindo na contramão.

24 de jun. de 2009

Carta Aberta das Juventudes do Brasil


Por ocasião da morte do nosso assessor nacional, Pe. Gisley Azevedo Gomes, nós, as juventudes brasileiras que viveram e conviveram com ele, que amaram e foram amadas por ele, viemos através desta manifestar toda a nossa tristeza e indignação pelo seu martírio.

Somos jovens das Pastorais da Juventude, dos quilombos, das aldeias, das Comunidades Eclesiais de Base, dos Movimentos Juvenis, dos Movimentos Sociais, Igreja e Igrejas, Cristãos. Somos jovens de todas as Religiões que fazem deste Brasil uma nação de Fé.

"Pai nosso dos pobres marginalizados"
Pai nosso dos marginalizados, dos excluídos por uma sociedade egoísta, Pai nosso dos milhares de jovens brasileiros/as vítimas da violência da falta de educação, saúde, da falta de políticas públicas pra juventude...

"Pai nosso dos mártires, dos torturados..."
A juventude não precisava de mais um mártir, queremos nossos/as líderes vivos/as. Pai nosso das Dorothys, dos Mauros, dos Oziel’s, dos Josés, das Marias, dos Gisleys, dos Silvas... Pai nosso dos/as que são martirizados todos os dias pela fome, pela violência, por tantos males que nos matam a cada segundo.

"Teu nome é santificado naqueles que morrem defendendo a vida, teu nome é glorificado quando a justiça é nossa medida..."
E é por querer justiça que viemos agora gritar aos quatro cantos deste país o quanto amamos um homem santo e um santo homem. É pelo teu nome ser santificado na vida e na morte de Margarida, Chico Mendes, Josimo, Ezequiel, Dorothy e tantos/as outros/as, que viemos gritar contra a injustiça que está se fazendo com o nosso amigo e nos indigna o fato de alguns brincarem com a nossa dor, denegrindo a imagem de alguém que tanto nos amou. Nós, a juventude brasileira, não suportamos isso e queremos reafirmar que não nos calaremos!

"Teu reino é de liberdade, de fraternidade, paz e comunhão..."
Se o teu reino é de liberdade, porque continuamos presos/as a um sistema opressor e egoísta? Paz... onde está a paz, se sua paz lhe foi tirada? Só não esquecemos do AMOR. Jamais esqueceremos do teu amor para conosco.

"Maldita toda violência que devora a vida pela repressão..."
Mas benditos sejam os que pela violência te ceifaram a vida. Temos certeza que eles não sabiam o que aziam. Fica pra nós tua frase do último email: "Agradeço pelo empenho de tantas vozes dispersas até agora! Vamos juntos/as gritar, girar o mundo. Chega de violência!" CHEGA DE VIOLÊNCIA!!!

"Queremos fazer tua vontade, és o verdadeiro Deus libertador..."
E muitas vezes, tantas vezes não conseguimos... Tua vontade é a vida, mas escolhemos a morte e infelizmente, nesta semana, escolheram por nós. Tanta tristeza e revolta que chega a parecer que nossa luta é em vão. Pra quê e porque defender uma juventude que mata, fere, destrói, que bagunça, não respeita ?? Nos fazemos esta pergunta agora e chegamos a seguinte conclusão: Ainda não lutamos suficiente, não transformamos a realidade juvenil e as suas atitudes. Agora chegou a nossa vez de cantar... Fazermos marchas, caminhadas, romarias, vigílias, soltar a voz e cantar, gritar. Defender, viver... escrever nossa história de vida e luz. Somos o sal, fermento e luz. Que brilhe em nossos corações a paz e a unidade... Chega de tantas guerras, das dores de tantos/as jovens... nas drogas, na violência, trabalho escravo, sem teto, sem terra, órfãos, sendo discriminados, queremos igualdade. Basta de jovens no caixão... caixão este que muitas
vezes é o da desigualdade social, do pré conceito e tantos outros...

"Não vamos seguir as doutrinas corrompidas pelo poder opressor..."
Mesmo diante da tua vida ceifada inegavelmente por um menor,continuamos gritando que jogar esse mesmo menor numa cadeia com adultos não é a solução. Continuamos contra a redução da maioridade penal. Diante da tua morte gritamos que queremos a vida; e vida em plenitude. Afirmamos decididos/as: Não seguiremos as doutrinas de morte que corrompem a vida e estraçalham os/as jovens!

"Pedimos-te o pão da vida, o pão da segurança, o pão das multidões. O pão que trás a humanidade, que constrói a gente em vez de canhões..."
Pedimos-te o pão das políticas públicas para a juventude. Queremos educação, queremos um projeto popular para o Brasil que paute as razões do nosso viver. Pedimos o pão da coragem de gritar pela boca dos/as que sofrem a injustiça social, pela Negra Mariama que sofre a discriminação racial, pelo pobre que incomoda o latifundiário. Queremos justiça, mas justiça com amor. Jovens de todo o Brasil, mais uma vez é derramado sangue. Mais um Mártir surge para nos abraçar com grande aperto no coração e, pelo seu sangue derramado, pedimos que todos intensifiquem a luta contra a violência. Somos a Juventude do Brasil, dos quilombos e das aldeias, do campo e da cidade, da Amazônia, do Cerrado, do Semi-Árido, do Litoral, dos Pampas... de todos os recantos deste Brasil. Somos Jovens e queremos viver porque "O rosto de Deus é jovem também e o sonho mais lindo é ele quem tem. Deus não envelhece, tampouco morreu, continua vivo no povo que é seu. Se a juventude viesse a faltar, o rosto de Deus iria mudar".

"Perdoa-nos quando por medo ficamos calados diante da morte. Perdoa e destrói o reino onde a corrupção é a lei mais forte. Protege-nos da crueldade do esquadrão da morte dos prevalecidos..."
Viemos também, por meio desta, gritar à juventude brasileira que nos perdoe porque demoramos tanto a começar a lutar que acabamos perdendo nosso amigo e irmão que nos incentivava para o combate. Viemos pedir perdão ao Gisley por tudo o que se está dizendo dele, nas mais variadas formas de nos enfraquecer. Foi calada mais uma voz a favor dos/as jovens na luta pela igualdade e pela justiça, mas esses/as mesmos/as jovens não se calarão. Perdoa-nos Gisley, porque não começamos a lutar mais cedo, talvez se tivéssemos você ainda estaria com a gente. Choramos a sua ausência, mas reforçamos a nossa luta contra a violência e contra o extermínio da juventude. Não são três balas de 38 que calam a voz dos/as que lutam pelos direitos dos/as jovens neste país, não são instituições e autoridades vendidas que abafarão as vozes dos/as que clamam por melhores condições para se viver. Não são as armas nucleares, nem as guerras, nem o tráfico de pessoas humanas, ninguém, nem nada pode calar a voz destes profetas e profetizas!

"PAI NOSSO REVOLUCIONÁRIO, PARCEIRO DOS POBRES, DEUS DOS OPRIMIDOS!"

"Entre dores e sofrimentos, ousamos, ao lado do padre Gisley, celebrar e cantar a vida. Obrigado Pe. Gisley por nos comunicar o ardor da vida, por nos convencer a construir a paz!"OBRIGADO PE. GISLEY! SERÁS ETERNAMENTE O NOSSO ASSESSOR!!!
A Campanha está lançada!

Prosseguimos em Marcha, contra a Violência e em Defesa da Vida!



Juventudes Brasileiras


Brasil, 19 de junho de 2009.
(Solenidade do Sagrado Coração de Jesus).

14 de abr. de 2009

Inicia hoje a Semana da Cidadania


Cidadania ou morte?

A juventude brasileira, organizada em inúmeros grupos nas comunidades, escolas, campo, periferias, aglomerados, assentamentos, entre outros lugares e formas de encontro iniciam hoje a Semana da Cidadania. Coloca-se em pauta a criminalização dos/as jovens com o desejo de fomentar uma grande marcha em prol da vida: JUVENTUDE EM MARCHA CONTRA A VIOLÊNCIA. Estamos no ano da escuta dos/as jovens em seu lugar vital. Esta escuta tem sido muito dolorosa porque a situação de vulnerabilidade jovem é imensa tanto quanto a violência à que estão sujeitos cotidianamente. Eis alguns relatos:

- Natal, Rio Grande do Norte, janeiro de 2009 – 9º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude: uma jovem, indo almoçar num restaurante bem perto do Colégio Marista, onde se realizava o encontro, fora abordada por jovens que lhe queriam tomar o celular. Mesmo que ela estivesse rodeada de amigos!
- Bom Jesus da Lapa, Bahia, janeiro de 2009 – 3º Congresso Nacional da Pastoral da Juventude do Meio Popular: ao tempo todo éramos alertados para cuidar-nos e nunca subir sozinhos as pedrarias do morro que da beleza e encanto ao Santuário de Bom Jesus da Lapa porque nas trilhas há muito perigo de roubos.
- Orizona, Goiás, março de 2009 – Um jovem negro, liderança da Pastoral da Juventude Rural sofrera tentativa de extorsão e chamara a polícia. Ao chegar, a polícia deixa de lado o acusado da infração criminosa e aborda a vítima da extorsão como se fosse ele o acusado, interrogando-o sobre a origem do seu dinheiro e da computador em suas mãos. Isso porque é um jovem negro- relatou o jovem ao desabafar a humilhação sofrida pelos que são funcionários para garantir a paz e integridade de qualquer pessoa!
- Catú, Bahia, março de 2009 – Assembléia Nacional da Pastoral da Juventude Rural: alguns jovens, saindo à noite, mesmo estando em grupo sofreram tentativa de assalto numa pacata cidade que fica aproximadamente 2hs de Salvador. Aprofundando, as estatísticas apontam que ela está entre as 5 cidades mais violentas do Brasil.
- Viçosa, Minas Gerais – 6ª feira da Paixão de 2009 – Quando D. Eurico fazia o sermão de descida da cruz e falava da violência nos dias de hoje, um jovem é assassinado com quatro tiros na cabeça no quarteirão da frente da igreja.

E você, que situações de violência tem presenciado em sua realidade?

Nesta semana, é importante reunir a comunidade para conhecer e aprofundar as conseqüências da violência em nosso país. A Campanha da Fraternidade deu passo significativo para nos ajudar a agir nesta dura realidade. Queremos continuar em marcha, num só mutirão de defesa da vida. Neste tempo da Páscoa de Cristo, queremos olhar para os jovens crucificados e mortos diariamente. São mais de 50 no Brasil! Que horror, que terror. Estamos vivendo em período de guerra nem nos damos conta! Na Páscoa de Cristo, queremos experimentar a libertação de nossos jovens sofrem com a criminalização.

Abrace esta campanha a partir dos conselhos de S. Paulo Apóstolo: sustente sua “fé por meio de obras” que garantam a vida de nossos/as jovens.
Com o coração apertado e dolorido por tantas corpos matados e vidas ceifadas, que nesta Páscoa o Senhor Ressuscitado alimente nossa vida para o compromisso com o povo de Deus que busca a terra onde corre leite e mel.

Boa Semana da Cidadania. Envie ao Setor Juventude (juventude@cnbb.org.br) relatos das atividades da semana e ações realizadas para defender a vida dos/as jovens.
Na Páscoa de Cristo, eis que os jovens rompem o silêncio e gritam por paz!

"É tempo de escutar os/as jovens em seus lugares vitais"!

Na ternura jovem,
Pe. Gisley Azevêdo Gomes, css
Assessor Nacional Setor Juventude - CNBB
(55) 61 2103-8341